Amor próprio deve vir antes do materno, “só quem nutre o autocuidado é capaz de cuidar”, diz terapeuta

Ela é às vezes, a última a dormir e a primeira a levantar. Faz merenda, almoço, janta. Cuida dos filhos, fornece carinho, amor, e muitas vezes trabalha em casa e fora também. Doa seu tempo. Ensina a lição de casa, é exemplo de vida. Parece às vezes ser incansável, de tanta energia e esforço diário empreendidos. Ser mãe não é uma tarefa fácil. Em época de pandemia então, o trabalho materno precisa ser intensificado, estando mais presente na vida dos filhos, que devido ao ensino remoto, agora passam mais tempo em casa. Faça chuva faça sol, segue cuidando da proteção de sua família. Muitas vezes tanta dedicação a faz esquecer de si mesma e de suas necessidades.

Para a mãe de dois meninos e terapeuta holística, Natália Gondim, a ideia de que as mães devem amar os filhos acima de tudo, abdicando do próprio bem estar, é equivocada, gerando consequências negativas na saúde mental de quem nutre este sentimento de renúncia pessoal, afim de viver em prol do outro. Mesmo que seja relacionado a maternidade, o amor próprio deve ser priorizado acima de tudo. Conforme o que dizem os especialistas, “devemos nos colocar em primeiro lugar, não é colocar o filho, trata de se colocar em primeiro lugar. Pois só estando bem, podemos cuidar do outro”.

Para Natália, a rotina frenética e exaustiva vivida por algumas mães, dá abertura à vilões da saúde mental, ao estresse e ao cansaço, que aos poucos destroem sentimentos positivos e enfraquecem a autoestima de muitas mães, heroínas da vida real, mas, precisam recarregar energias. “Imagina se você tem uma vida altamente atarefada, e não para nenhum segundo para se cuidar. Vai chegar um dia que você vai simplesmente bugar, parar, não conseguindo mais prosseguir com o ritmo acelerado de costume. Quando isso acontecer, quem irá cuidar de você? Quem cuidará de seus filhos?, pergunta a terapeuta como forma de gerar essa reflexão nas mães.

Parece ser difícil para o mundo materno colocar o amor próprio acima da inteira dedicação destinada aos filhos. Na verdade, o conselho não é para que as mães deixem de cuidar de seus filhos, passando a considerar seus interesses durante todo tempo. E sim, que dentre os inúmeros afetos e responsabilidades cobradas e direcionadas aos filhos diariamente, que seja separado um tempo especial para cuidar de quem cuida. Segundo a terapeuta, “tempo é questão de prioridade”. Não existem desculpas relacionadas à falta de tempo para atenção e cuidado pessoal. Quando o autoamor é presente, sempre se dá um jeito e encontra-se espaço.

*Seguem quatro dicas para a construção do autocuidado materno:*

• Na hora de dormir, procure manter a postura correta. Escute sua respiração, sinta seu corpo falar. Além do que uma noite de sono, os momentos que antecedem o sono devem ser ressignificados.

• Ao tomar banho, não tenha pressa. Aprecie o tempo, como uma lavagem da alma, limpando pensamentos negativos, reavivando positivos. Sinta as gotas de água, relaxe, é seu momento, seu espaço.

• Crie alguma atividade para si. Caminhar, pedalar, ler algum livro. Saia da rotina, procure elevar sua autoestima.

• Se por acaso a construção da ponte rumo ao autocuidado estiver difícil, não hesite em procurar o auxílio de um especialista, terapeuta holístico. Através da terapia o reequilíbrio emocional pode ser reestabelecido, fortalecendo suas crenças, afastando medos, trazendo leveza à alma.

Fonte: Assessoria Commonike

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