Assembleia aprova data da morte da menina Benigna como Dia de Combate ao Feminicídio

Foi aprovada na última terça-feira, 7, por unanimidade na Assembleia Legislativa do Ceará o projeto de Lei que torna o dia do assassinato da menina Benigna Cardoso, mártir caririense, no Dia Estadual do Combate ao Feminicídio.

Este é o terceiro projeto de Lei da AL relacionado à jovem Benigna. Outros dois referem-se a Romaria para a Serva de Deus, sendo um pedindo a declaração de sua romaria como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado e outro com a inclusão do evento no Calendário Oficial de Eventos do Estado.

Para Ypsilon Félix, co-autor da biografia Benigna, um lírio no Sertão Cearense, o projeto de lei da é “uma justa homenagem, pois Benigna resistiu no século passado e sua história persiste entre nós de forma expressiva e atualizadíssima, um verdadeiro modelo para as mulheres e que reforça o anseio de nossa Igreja na luta em defesa da vida”.

MÁRTIR BENIGNA

Vítima de violência contra a mulher, a menina Benigna foi brutalmente assassinada aos 13 anos por Raul Alves, que a perseguia, nos Inhumas, em Santana do Cariri.

A tragédia aconteceu em 24 de outubro de 1941, enquanto Benigna buscava água na cacimba próximo a sua casa, o algoz forçou-se contra ela, que resistiu à violência. Ele então a golpeia com um facão até a morte.

Desde 2003, milhares de pessoas rumam em direção ao interior de Santana do Cariri para refazer a rota que a menina Benigna fez antes de encontrar com a morte.

Estima-se que 40 mil pessoas visitam o bairro de Inhumas no mês de outubro, mas aproximados 20 mil visitem em outras datas descentralizadas do ano, o que anima o turismo religioso em torno de seu nome.

Fonte: Alana Soares/Agência Miséria

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