CCBNB Cariri emite nota sobre possível fechamento após reunião nesta terça

Na noite desta terça-feira (2), foi realizada no auditório do Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB) em Juazeiro do Norte, uma reunião firmada após mobilização de grupo contra o fechamento da unidade cultural no Cariri. Durante a explanação, foram esclarecidas pelos presentes a real situação em que se encontram os investimentos e a estrutura do órgão, discutindo acerca da mobilização junto a funcionários já desligados do centro. Também foi emitida nota oficial pela comunicação do BNB sobre o futuro dos centros culturais.

No comunicado, foi esclarecida que a programação dos três centros culturais mantidos pelo banco em Fortaleza, Juazeiro do Norte e Sousa serão mantidas, ratificando que em nenhum momento foi cogitada pela instituição o indicativo de fechamento dos CCBNB’s.

De acordo com a organização, ao todo 132 pessoas participaram da reunião, sendo que estes afirmaram que não devem cessar com as atividades de mobilização diante da nota publicada. Ao fim da diálogo foram criadas comissões para articulação de ações que devem ser divulgadas nos próximos dias.

Notas de repúdio

Fórum de Produtores Culturais do Ceará

O Fórum dos Produtores Culturais do Ceará formado por pessoas físicas e Organizações da Sociedade Civil, empenhados no desenvolvimento da Produção Cultural no Ceará, Fórum este que integra o processo de discussão democrática das políticas públicas da cultura no estado do Ceará, vem por meio desta nota externar seu repúdio ao cancelamento e interrupções das apresentações artísticas nos centros culturais mantidos pelo Banco do Nordeste nas cidades de Fortaleza, Juazeiro do Norte (Cariri) e Sousa (Paraíba).

Destaque-se, que representantes dos centros culturais informaram se tratar de paralizações de atividades devido a contingenciamento e corte de recursos, sem nenhum prazo para retorno das atividades.

Importante ressaltar que o Banco do Nordeste do Brasil S.A. (BNB) é uma instituição financeira constituída na forma de sociedade de economia mista, de capital aberto, controlada pelo Governo Federal, tendo a União como sua acionista majoritária.

É extremamente lamentável a política de desmonte implantada pelo atual governo federal na área da cultura. Essa visão conservadora, não só por parte do governo, mas de grande parte do congresso e da sociedade civil os impede de enxergar que para além do campo simbólico, a cultura age fortemente no setor econômico do país, gerando emprego e renda, assim como na segurança, pois apresenta uma perspectiva, uma chance para a juventude que é a mais penalizada do país, sem oportunidades e que sem perspectivas.

O Incentivo Fiscal Federal na área da cultura, apesar de representar menos de 1% da Renúncia Fiscal da União é o único que é utilizado de forma totalmente transparente e que volta (pelo menos grande parte) ao governo em forma de impostos, pois é utilizado em sua maioria em transporte, hospedagem, alimentação, serviços, aluguel de equipamentos, etc…, o que exige obrigatoriamente a emissão de Notas Fiscais, consequentemente o imposto dessas Notas movimenta a economia formal e informal. Segundo a Fundação Getúlio Vargas, Lei Rouanet traz retorno 59% maior que valor financiado.

Além de que tem de se levar em consideração a economia da cultura, a relação entre a cultura e os fenômenos econômicos, visto que geram bens e serviços em cujo cerne se encontra a produção artística.

O Atlas Econômico da Cultura Brasileira, lançado pelo Ministério da Cultura no ano de 2017 estima que os setores culturais brasileiros representava, em 2010, cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) anual do País.

Cabe lembrar ainda que os artistas pesquisam, ensaiam, estudam, têm gastos, pagam contas com os proventos do seu trabalho, da sua arte e se planejam, assim sendo, ao terem seus trabalhos aprovados para execução em algum dos Centros Culturais do Banco do Nordeste, os faz abrir mão de outros compromissos, negarem outras oportunidades para cumprirem o acordo/contrato, portanto o rompimento desse compromisso, previamente acordado com os artistas é um ato perverso dessa instituição cujo papel é financiar e fomentar a economia e a cadeia produtiva da região nordeste do país.

Por tudo isso que nos posicionamos totalmente contrários ao encerramento das atividades dos centros culturais mantidos pelo BNB, bem como os demais centros ligados às instituições governamentais.

Não ao fechamento dos Centros Culturais!

Coletivo Camaradas

Nota de repúdio aos cortes de verbas dos Centros Culturais do BNB

O Coletivo Camaradas manifesta repúdio aos cortes de verbas dos Centros Culturais do Banco do Nordeste e a tentativa de sucateamento e desmonte das políticas para a cultura que vem sendo orquestrada pelo Governo Federal de Jair Bolsonaro.

Os Centros Culturais do Banco do Nordeste –CCBNB são sinônimos de democratização estética, artística e literária, fomento à Economia da Cultura e impulsionador de intercâmbios e desenvolvimento social. Os CCBNB são patrimônios que devem ser ampliados e fortalecidos para que o acesso às artes e às literaturas não sejam um direito restrito das elites econômicas.

Crato, 02 de julho de 2019.

Fonte: O Badalo

Faixa atual

Título

Artista

Background