CE deve garantir até 1 mil leitos de UTI para Covid-19 em dois meses, diz secretário da Saúde

Em meio aos aumentos de casos da Covid-19, o titular da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), Carlos Roberto Martins, o Dr. Cabeto, aponta que o Ceará deve garantir até 1 mil leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes com Covid-19 em dois meses. Com previsão para março, somente Fortaleza deve ampliar os leitos de 340 para 700. Esse aumento deve ocorrer de forma gradual, atingindo cerca de 430 leitos do tipo já em fevereiro.

No Interior, Dr.Cabeto acrescenta ainda que “cada hospital regional está ampliando em torno de 30 a 100%. Tem local que está ampliando 100% como estamos vendo na região central, em que o número de leitos de UTI é menor que nas outras regiões”.

O acréscimo desses leitos também deve depender da região, dos “cálculos de prospecção” realizados de acordo com a curva epidemiológica, da contratação de pessoas, e da disponibilidade de mão de obra. 

“Temos hoje uma rede que tem capacidade de expansão, mas se nós tivermos esse aumento exponencial de casos que está acontecendo em outros estados, como ocorreu em Manaus, nós podemos ter uma sobrecarga dos leitos de UTI, principalmente na região de Fortaleza”, aponta o secretário. 

A ampliação dos leitos da UTI já começou a ser realizada na Regional Norte, no Sertão Central e na região do Cariri. Na capital, o Hospital Leonardo da Vinci voltou a aumentar essa quantidade em decorrência do crescimento de casos.

Os Hospitais de Campanha do Hospital Geral de Fortaleza (HGF) e do Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (HM) também seguem disponibilizando atendimento para pacientes positivados para Covid-19. 

Ocupação

De acordo com última atualização da plataforma IntegraSUS, da Sesa, às 10h05 desta quarta-feira (3), Fortaleza registra taxa de ocupação dos leitos de UTI de 84% para os casos confirmados da Covid-19. Em relação aos leitos de enfermaria essa ocupação é mais reduzida, de 80,98%. 

Antes do início da pandemia, o Estado contava com cerca de 730 leitos de alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com a Sesa. Até 11 de maio, mês de maior incidência de casos na capital, mais de 2 mil leitos específicos foram criados em Fortaleza e no interior do Estado para atendimento de pacientes com Covid-19. Deste total, 481 foram de UTI e 1.521 de enfermaria. 

Já no começo de agosto, com a redução dos casos da doença, a capital e Região Metropolitana (RMF) liberou cerca de 600 dessas vagas exclusivas para outras especialidades.

Restrições

Por causa do aumento de casos, novo decreto estadual divulgado pelo Governo do Ceará na noite da última terça-feira (2) define o que pode funcionar em Fortaleza após as 20h entre os dias 3 e 17 de fevereiro. Como forma de garantir o respeito às normas sanitárias, o Dr. Cabeto pede a contribuição da sociedade, principalmente da população mais jovem. 

“São eles que estão facilitando a disseminação dessa circulação viral que estamos enxergando em Fortaleza”, aponta o secretário, percebendo como essencial a colaboração no respeito ao decreto. Dessa forma, será possível evitar aglomerações e o consequente aumento no número de ocorrências da Covid-19. 

Fonte: Diário do Nordeste

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