Consumidores cearenses começam o ano com redução de dívidas em atraso, revela pesquisa

O número de consumidores da Capital que possuem algum tipo de dívida é de 61,4%, revela a Pesquisa do Endividamento do Consumidor de Fortaleza, realizada em janeiro de 2020. Segundo o levantamento, realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio), a proporção de consumidores da capital cearense com contas ou dívidas em atraso caiu e obteve o melhor resultado em um período de 12 meses, com uma redução de 1,9 pontos percentuais. Inadimplentes se referem a quem tem dívida em atraso, já endividados são os que tem contas parceladas, mas dentro do prazo de pagamento. 

Em dezembro, o número de consumidores inadimplentes era de 20,2%, passando para 18,3% neste mês de janeiro – o melhor resultado desde dezembro de 2018 (17,3%).PUBLICIDADE

De acordo com a Fecomércio, apesar do índice de endividamento (61,4%) estar +0,5 pontos percentuais acima do indicador do último mês de dezembro (60,9%), as taxas de atraso e de inadimplência melhoraram, trazendo uma perspectiva mais favorável para este início de ano.

A pesquisa revela ainda que o valor médio das dívidas está estimado em R$ 1.487, com prazo médio de oito meses, comprometendo 36,0% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento. De acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio), esse é um patamar considerado elevado para os padrões históricos do endividamento do cearense.

De acordo com a pesquisa, os problemas financeiros afetam mais as mulheres. Desse grupo, 19,5% dos entrevistados afirmaram possuir contas em atraso. Também são afetados os consumidores do estrato com idade entre 25 e 34 anos (19,1%) e da classe com renda familiar mensal abaixo de cinco salários mínimos (19,5%).

Comprometimento da renda

A diferença entre o consumidor endividado e o inadimplente, é o pagamento da dívida. Quando uma pessoa realiza um financiamento bancário ou tem contas no cartão de crédito parceladas, por exemplo, ela assume dívidas. Se ela tem contas parceladas e realiza o pagamento em dia, significa que está endividada. No entanto, se o consumidor não consegue realizar o pagamento em um prazo de 90 dias, pode ser considerado inadimplente.

Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 74,6% dos entrevistados; financiamento bancário, com 14,5%; carnês e crediários, com 7,5%; empréstimos pessoais, com 7,3%; e cheque especial, com 1,2%.

Os créditos do consumidor foram utilizados para o consumo de itens de alimentação, com 46,1% das respostas; a realização de despesas de educação e saúde (37,1%); a compra de artigos de vestuário (30,9%); e a aquisição de eletroeletrônicos (28,9%).

Perfil do Inadimplente

A taxa de inadimplência potencial, referente a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, permaneceu estável em 6,6%. Entretanto, o índice foi inferior ao verificado no mesmo mês do ano passado, de 7,6%, sugerindo uma melhora na qualidade do crédito.

Homens são o principal grupo de inadimplentes, com potencial de 6,9%. Há também a preponderância do grupo com idade acima dos 35 anos (7,5%) e do estrato com renda familiar mensal inferior a cinco salários mínimos (7,7%). O tempo médio de atraso é de 64 dias.

A principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro, que representa a diferença entre a renda e os gastos correntes, sendo citado por 53,3% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 38,6%, seguido da contestação da dívida (6,8%).

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 80,5% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. Dos entrevistados, 13,3% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 6,2% informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

Segundo a Fecomércio, a falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, sendo também um dos principais motivos relatados pelos consumidores para o atraso ou a inadimplência. Somam-se ao problema: a falta de orçamento e controle dos gastos, com 49,1%; o aumento dos gastos considerados essenciais, com 19,2%; desemprego, com 17,3%; as compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 16,3%; gastos imprevistos, com 15,0%; redução dos rendimentos, com 13,8%; e compras antecipadas, com 11,7%.

Fonte: O povo

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