Covid-19: uso de Ivermectina não previne o contágio

Para combater o novo Coronavírus tem se discutido sobre o tratamento precoce com fármacos. Os principais medicamentos citados e que ganharam destaque são cloroquina, hidroxicloroquina, azitromicina e recentemente a ivermectina.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a ivermectina está registrada como “medicamento contra infecções causadas por parasitas”. A Food and Drug Administration (FDA), órgão de vigilância sanitária dos Estados Unidos, diz que a Ivermectina é indicada para tratamento de vermes intestinais e, também, de parasitas tópicos como piolho e rosácea. Ela também é usada para o tratamento de vermes em diversas espécies de animais.

Tem circulado nas redes sociais que o uso da Ivermectina previne o contágio do novo Coronavírus. Até o momento não há, comprovadamente, medicamentos aprovados pelas autoridades médicas e sanitárias para prevenir ou tratar a covid-19, tampouco vacina. A forma eficaz de prevenção é o uso da máscara, higienização das mãos com água e sabão, ou álcool em gel.  Enquanto tratamento em hospitais, estão técnicas que previnem infecções e controlam o avanço e a gravidade da doença, incluindo o uso de oxigênio e ventilação mecânica quando indicados.

O Farmacêutico e empresário, Micaelce Santana, faz o alerta, enquanto ao uso da Ivermectina, para prevenir o Coronavírus:

 

Pesquisas sobre possíveis abordagens terapêuticas estão sendo realizadas em todo o mundo. Um artigo publicado por pesquisadores do Instituto para a Infecção e a Imunidade Peter Doherty (Austrália), em junho de 2020, relata que em estudos laboratoriais preliminares (in vitro), a ivermectina se mostrou eficaz na inibição da replicação do Sars-CoV-2, o coronavírus, no prazo de 24 horas. Embora pareça promissor, o uso desse medicamento ainda precisa ser testado em humanos.

Segundo a FDA, possíveis efeitos colaterais do uso da Ivermectina incluem vômito, diarreia, dor estomacal, erupções cutâneas, eventos neurológicos (convulsões, tontura e confusão), queda repentina da pressão arterial e danos ao fígado.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), não existem medicamentos que usados precocemente impeçam o desenvolvimento de formas graves da covid-19. Por enquanto, não há comprovação científica de que uma medicação possa prevenir a doença ou evitar, se usada no início dos sintomas, que o quadro de um paciente infectado se agrave.

Por Raiana Lucas

 

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