Dom Pastana diz que Igreja é chamada à solidariedade com os encarcerados e os que vivem a desumanização

“A Igreja Católica é chamada a seguir Jesus na solidariedade para com todas as pessoas que sofrem, os encarcerados e todos aqueles que vivem a desumanização. O serviço da caridade é expressão irrenunciável à nossa própria essência”, afirmou neste sábado, dia 27 de julho, o bispo diocesano de Crato, Dom Gilberto Pastana, no simpósio “Fraternidade e Políticas Públicas”, ocorrido em Juazeiro do Norte, sobre pessoas em situação prisional.

O evento foi promovido pela Pastoral Carcerária da Diocese de Crato e reuniu especialistas do meio jurídico, do Cariri e do Ceará, com trabalhos voltados para os presos e seus familiares.

Ao refletir sobre “O serviço social da Igreja para os excluídos”, Dom Pastana também lembrou a descrença que os jovens têm no futuro e que acaba por leva-los ou para o suicídio ou para o crime. Esse último, principalmente. “Encarcerar mais jovens, em sua maioria, pobres e negros, não diminui a violência. Ao contrário, serve para torturar e gerar mais violência. É urgente e necessário que se paute e defenda um programa de redução da população carcerária”, apontou.

De acordo com o bispo, mais do que dizer o que a Igreja faz [no âmbito social], é mostrar que não existe fé sem ação. “Pastoral social é a expressão da misericórdia de Jesus para com as situações onde a vida está ameaçada. É a solicitude de toda a Igreja para com os problemas sociais, reforçando a opção preferencial pelos empobrecidos e marginalizados”, destacou.

Ao mesmo tempo – ponderou – “é necessário recordar que a espiritualidade cristã está na capacidade de amar a Deus e ao próximo”, porque “não existe cristianismo sem essa dimensão do amor a Deus, que passa pelo próximo. “É para isso que a Pastoral Carcerária existe e para isso que visita e acompanha os presos e seus familiares”, disse.

Dom Gilberto ainda defendeu que todo processo evangelizador envolve a dignidade humana. Daí a necessidade de os cristãos se fazerem presentes nessas realidades, indo ao encontro das pessoas presas para escutá-las. “Só a proximidade nos permite ouvir seus legítimos desejos e seus modos próprios de viver a fé”, sublinhou. Para ele, é urgente promover um serviço de escuta e de acolhimento e, assim, anunciar a Boa-nova e contribuir para a vivência dos sacramentos, no enfrentamento das violações da dignidade humana.

Estava preso e vieste me visitar

O I Simpósio da Pastoral Carcerária objetivou à promoção de debates voltados para as políticas públicas e para os direitos humanos das pessoas em situação prisional. Segundo o Diácono Cristiann Huyghens, coordenador diocesano da Pastoral, a intenção foi apresentar à sociedade o papel da Igreja dentro dos cárceres e sua posição junto aos excluídos.

Fonte: Patrícia Mirelly/Assessoria de Comunicação da Diocese de Crato

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