Dom Pastana preside novenário em preparação aos 300 anos da chegada da imagem de Senhora Sant’Ana a Iguatu- CE

A cidade de Iguatu, localizada no Centro Sul Cearense, está em festa. É que as comemorações em honra a padroeira do município, Senhora Sant’Ana, em 2019, está tendo uma motivação ainda maior: a vivência do Ano Jubilar pelos 300 anos da chegada da imagem. Por isso, desde o dia 16 de julho, os fiéis católicos celebram o novenário que chega a contar, em cada noitário, com a participação de aproximadamente 5 mil pessoas, na Praça da Igreja, como foi na noite desta terça- feira, dia 23, quando o bispo da diocese de Crato, dom Gilberto Pastana, presidiu a celebração.

O convite ao bispo de Crato, feito pelo pároco, padre Roberto Alencar Costa, deu-se por causa da irmandade existente entre as duas dioceses. Para ser criada a diocese de Iguatu, em 1961, parte do território foi desmembrado da diocese de Crato. “Temos a gratidão de tê-lo conosco para celebrar essa festa de alegria e fé. A diocese de Crato é parte importante da nossa história e não poderia ficar de fora”, disse.

No palco preparado do lado de fora da Igreja, antes da bênção do Santíssimo, dom Gilberto também expressou gratidão por participar deste momento e falou sobre viver a alegria da santidade, com Senhora Sant’Ana, tema da festa. “Ela, que já é santa, certamente, ao longo destes 300 anos de evangelização e presença neste município, deve ter carregado consigo, pelo seu exemplo e testemunho, muitas outras santidades. Santidade é um dom de Deus que é dado a todos nós, sem exceção. Todos nós somos chamados a sermos santos, não pelo nosso merecimento, mas pela gratuidade e dom Deus. É Ele quem nos dá e quando nós abraçamos essa graça nós então a praticamos. A nossa resposta a essa graça que o Senhor nos concede é o nosso testemunho, é a nossa vida santificada, pautada pelos valores do evangelho. Senhora Sant’Ana foi assim, como vocês rezam na novena recordando os bens que ela fez, o testemunho que ela deu no seu tempo”, afirmou o bispo.

Pessoas que contribuíram para caminhada de evangelização foram homenageadas durante a celebração e, ao final, fogos de artificio coroaram a sétima noite de novena, concelebrada pelo padre José Eliomar Tavares, vigário da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, de Crato, e por padres de Iguatu.

História

A história da Igreja de Senhora Sant’Ana, que tem 187 anos de Paróquia e foi Sé Catedral da diocese de Iguatu por 38 anos, traz curiosidade históricas relevantes como, por exemplo, o fato de ter sido erguida, ainda Capela de taipa, pelos índios Quixêlos, Tapuias, em 1719. “A imagem veio para os índios. Quem lhes trouxe foram os padres Carmelitas entregando-a aos índios. Por isso, na missa de antes de ontem dom Edson recebeu, em um momento de forte emoção, a imagem de Senhora Sant’Ana de um índio”, explicou o pároco .

A devoção à avó de Jesus, mãe de Maria, é muito forte em Iguatu e, no período do novenário, torna-se ainda maior. “Eu acredito, confio e confirmo o poder da intercessão de Senhora Sant’Ana. Já alcancei muitas graças através dela. Participo deste novenário há 30 anos. Este ano só não consegui vir no sábado, porque minha mãe estava doente, mas chorei porque não vim. Não tenho palavras para expressar a alegria em estar aqui”, disse a artesã Ana Cristovão.

A expectativa agora é para o encerramento da festividade que acontece próxima sexta- feira, dia 26 de julho, quando a Igreja celebra a Solenidade de Senhora Sant’Ana, pois, além missa solene presidida às 10h, por dom Edson de Castro Homem, bispo de Iguatu, no fim da tarde, às 17h, será realizada a grande procissão de encerramento, que deve ser concluída com a inauguração do marco comemorativo da chegada da imagem de Senhora Sant’Ana a Iguatu.

Fonte: Patrícia Silva/Jornalista da Diocese de Crato

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