Editora realiza ação junto a prefeitura visando empoderamento de mulheres em bairro do Crato

A Secretaria de Cultura do Crato, em parceria com a Aliás Editora, está realizando trabalho de escrita e escuta afetiva com a comunidade de mulheres do bairro Alto da Penha. A ação visa promover trabalho literário visando o empoderamento de mulheres no bairro cratense.

De acordo com o gestor da pasta, Wilton Dedê, o trabalho foi feito durante entre os dias 14 a 18 de outubro, junto às mulheres moradoras do Alto da Penha, que vão contando suas histórias e memórias afetivas costuradas a sentimentos de pertencimento ao território em que vivem desde a infância. “Esse projeto casou com o trabalho de propor uma nova dinâmica às Bibliotecas do Crato, nesse caso específico, me refiro a Biblioteca Luiz Cruz que fica no bairro Alto da Penha”, destacou.

Em cerca de 30 dias, novos encontros acontecerão com mais depoimentos de mulheres da localidade e nesse pressuposto, a culminância do projeto será a publicação de um livro bilíngue salvaguardando as memórias afetivas dessas mulheres que alicerçam esse território.

“Uma ação que promove o empoderamento feminino, bem como melhorias na vida das pessoas que dela participam, e tendo como uma das premissas o incentivo à cultura”, reitera o secretário.

A editora
A Aliás é um coletivo editorial formado por mulheres – de diferentes origens e saberes – que surgiu no mundo para produzir livros, livros artesanais, zines e novos suportes para as literaturas. “Dez mulheres empenhadas e felizes em buscar audibilidade, vez, cor, ouvidos, abraços ao que – nós mulheres – quisermos ser. Publicações de mulheres.

Ações de mulheres inspiradas e dispostas a criar novos suportes para textos e imagens literárias. Partindo da artesania e da produção de zines, nós publicamos contos, crônicas, cartas, receitas, poesias e narrativas do cotidiano escritas exclusivamente por mulheres. São elas, as escritoras e as artistas, que nos inspiram, que movem nossos mundos, que desbravam horizontes perto de nossos olhos.

Mulheres que encontraram expressões e potências na palavra escrita, sentida e falada”, descreve a página da editora, que tem base na capital cearense, Fortaleza, mas faz intercâmbio com Pernambuco, Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro.

?Além do trabalho de confecção de objetos literários, a editora objetiva realizar encontros, saraus, debates, exibições, conversas e diversas ações em equipamentos públicos e particulares. A Aliás funciona não apenas como uma publicadora, mas, sim, como um centro de pulsão e propulsão de movimentos literários.

Fonte: O Badalo

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