Empregos sem horário fixo são maioria no Ceará desde a reforma trabalhista

Mais de 7 mil empregos intermitentes ou em tempo parcial foram gerados no Ceará de novembro de 2017 a maio deste ano. O estado apresentou um resultado superior ao do país, já que 65,8% das contratações no Ceará foram em tempo parcial, enquanto no Brasil a proporção foi de 27,1%. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (18) pelo Sine/IDT.

“Para cada dez empregos que foram gerados no estado nesse período, quase sete foram ou intermitente ou em tempo parcial”, avalia Mardonio Costa, analista de trabalho do IDT.

No trabalho em modalidade intermitente ou esporádica, o funcionário ganha por hora trabalhada e não há garantia de jornada ou remuneração mínima por mês. O trabalhador é assegurado de todos os direitos trabalhistas como, direito a férias, FGTS e décimo terceiro salário
A contratação com carteira assinada de trabalhadores nessa categoria foi permitida com a aprovação da reforma trabalhista, que entrou em vigor em novembro de 2017.

De acordo com o Sine, a região Metropolitana de Fortaleza (RMF) teve o maior impacto do estado, com cerca de 83,6% dos empregos gerados. As contratações em tempo parcial são mais fortes nos pequenos negócios, somando 40,6% das contratações.

Ainda conforme o Sine, o público alvo para esse tipo de contratação são homens, jovens e indivíduos que possuem escolaridade mínima de nível médio.

Número de empregos gerados por setor e atividade:
Extrativa Mineral: 3 empregos
Indústria de Transformação: 580 empregos
Serviços Industriais Utilidade Pública: 10 empregos
Construção Civil: 225 empregos
Comércio: 2.140 empregos
Administração Pública: 1
Agrop. Extr, Veg. Caça e pesca: 76 empregos
Total: 7.166 empregos

Fonte: G1

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