Exéquias do Padre Luismar: vida gasta para a evangelização, no compromisso com o Reino

Foi no início da manhã desta terça-feira, dia 04 de junho, que o Padre José Luismar Rodrigues fez sua páscoa definitiva à Casa do Pai. Ele tinha 52 anos e exercia o ministério sacerdotal em Tarrafas, na Paróquia Nossa Senhora das Angústias. Há cinco dias, estava internado no Hospital São Francisco, em Crato, onde veio a falecer, vítima de problemas pulmonares. Leia aqui: http://diocesedecrato.org/nota-sobre-o-estado-de-saude-do-padre-luismar/

Por suas mãos sacerdotais, muitos cristãos foram introduzidos na Igreja, por meio do sacramento do Batismo. De Igual modo, muitas famílias foram constituídas, pelo matrimônio. Foi essa intenção, segundo o bispo diocesano, Dom Gilberto Pastana, que a Diocese de Crato ofereceu a Deus, na tarde terça-feira, dia 04 de junho.

Sob o olhar triste, mas esperançoso na vida eterna, padres, diáconos, seminaristas, religiosas e paroquianos de Nossa Senhora das Angústias, em Tarrafas, e também São Gonçalo do Amarante, em Umari, onde exerceu o ministério durante quinze anos, o corpo do Padre José Luismar foi encomendado a Deus. A Missa de Exéquias foi presidida pelo bispo, Dom Gilberto Pastana, que estava em Fortaleza, mas retornou ao Cariri, tão logo soube do falecimento do padre.

Carregado pelos irmãos no sacerdócio, todos trajando estola roxa, em sinal de penitência, o corpo do Padre Luismar chegou a Quincuncá, distrito de Farias Brito, sua terra natal, ao fim da tarde. O caixão estava adornado com um Livro dos Evangelhos, em dourado. Depois, o Evangeliário, utilizado na liturgia, também foi posto sobre o caixão. O gesto sinalizava: como sacerdote, soube o Padre Luismar guardar a palavra de Deus; e que a mesma palavra de Deus agora possa conduzi-lo à vida eterna.

Antes das exéquias, o sino da Capela São José dobrou-se, diversas vezes, em sinal de pesar. E como a capela não comportasse o número de fiéis, a Missa foi rezada a céu aberto, do lado esquerdo do templo. Estavam todos muito silenciosos e orantes. Os padres, principalmente.

Padre Wilton Leite, pároco de Campos Sales, por exemplo, conduziu a paróquia de Farias Brito durante doze anos. Durante a Oração Comunitária, as preces da assembleia, ele recordou a ocasião em que assistiu ao batismo do Padre Luismar, sua primeira eucaristia e quando o encaminhou, anos depois, ao Seminário.

“Assistimos a sua partida deste mundo, para a Casa do Pai Eterno. Dentro do meu coração existe um sentimento de amor, revestido de fé. Que, do Céu, ele lembre-se de nós e das comunidades onde foi pároco”, pediu.

Uma vida gasta para a evangelização

“A morte é sempre um momento que nos traz surpresas, afinal, pensamos estar preparados, mas ela sempre nos causa esse sentimento de separação, de perda e dor, ao mesmo tempo em que nos proporciona viver as promessas de Jesus Cristo para nossa vida. Amando Jesus, nós já vamos participando do Céu, aqui na terra. Nossa fé nos permite crer e experimentar que a vida do Padre Luismar foi uma vida entregue ao Pai, ao serviço de todos vocês e a serviço dessa família sacerdotal”, refletiu Dom Gilberto, durante a homilia.

Adiante, citando ocasiões em que esteve ao lado do sacerdote, nas reuniões do Clero, o bispo recordou: “Todos nós que tivemos a oportunidade de conhecê-lo, percebemos esse desapego dele às coisas do mundo, pela simplicidade e humildade da sua vida, no desejo de fazer o Senhor sempre conhecido. A vida dele foi gasta na evangelização. Eu, por exemplo, das tantas reuniões que fizemos, no Clero, nunca o ouvi falar, mas sempre estava com um sorriso simples, que brotava do coração”.

Dom Gilberto afirmou que este é um momento de tristeza, afinal, disse ele, perdemos um colaborador. Mas, ao mesmo tempo, é um momento de gratidão, em primeiro lugar a Deus, que o escolheu para ser discípulo no Céu; por ter ajudado o povo a viver a sua fé, vivendo a graça dos sacramentos, no caminho para o Senhor.

“Essa celebração, portanto, é de esperança na vida eterna, nas promessas que o Senhor reserva aos seus discípulos. É para devolver, ao Senhor, a vida do Padre Luismar, pelas tantas vezes em que ele revelou o rosto de Cristo para todos nós”, completou o bispo.

Sacerdote para sempre

Um dos momentos de maior emoção foi o sepultamento, dentro da Capela São José, acompanhado pelos aplausos dos paroquianos de Tarrafas e Umari. Estes últimos, entoando o hino do padroeiro, São Gonçalo do Amarante (Padre Luismar assumiu o pastoreio da paróquia durante quinze anos).

Natural de Farias Brito, entrou na vida religiosa na Congregação dos Carmelitas, em Recife, tendo aí concluído o Curso de Filosofia e fazendo os primeiros votos.

Em 1997, veio para a Diocese de Crato, onde passou o restante do ano aguardando a turma que se preparava para ingressar no curso de Teologia. No ano seguinte, deu início ao curso no Seminário Maior Sagrado Coração de Jesus em Teresina-PI, concluindo-o em 2001.

Em 07 de março de 2002 foi ordenado diácono, junto a outros seis candidatos ao presbiterado, na Capela do Seminário Diocesano São José, em Crato. Fiz o estágio diaconal percorrendo todas as paróquias da Diocese até a 1ª semana de novembro.

A Ordenação Presbiteral aconteceu na Praça do Romeiro, da então Paróquia Nossa Senhora das Dores, em Juazeiro do Norte, no dia 30 de novembro de 2002, numa turma que totalizou oito novos presbíteros. Em 31 de dezembro daquele ano foi apresentado como Vigário Paroquial de Ipaumirim e de Baixio (que na época era uma só paróquia).

Em 1º de janeiro de 2003 assumiu o pastoreio da Paróquia de São Gonçalo do Amarante, em Umari, onde permaneceu até o dia 28 de janeiro de 2018, como administrador paroquial, e depois como pároco.

Quinze anos depois, no dia 30 de janeiro de 2018, assumiu, como pároco, a Paróquia de Nossa Senhora das Angústias, em Tarrafas. Lá esteve até a sua páscoa definitiva.

Fonte: Patrícia Mirelly/Assessoria de Comunicação da Diocese de Crato

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