Hospital São Raimundo oferece tratamento do “pé torto” para crianças em Crato

O “pé torto” é uma anomalia que abrange ossos, músculos, tendões e vasos sanguíneos de causa ainda desconhecida. O termo “pé torto congênito” (PTC) é usado para se referir ao pé equinocavovaro, uma má formação que faz com que o bebê nasça com os pés torcidos ou invertidos. A imperfeição alcança, em média, uma a cada mil bebês nascidos no país.

No Crato, o Hospital São Raimundo oferece o serviço desde 2005 e já atendeu cerca de 70 crianças. “Ano passado acompanhamos cinco pacientes e este ano, até agora, também estamos com o mesmo número; é uma média anual de atendimento. Recebemos pacientes de Campos Sales, Brejo Santo e principalmente Juazeiro e Crato. Oferecemos o tratamento ouro, método conhecido como “PONSETI”, que consiste em manipulação dos pés e imobilizações engessadas”, explica o médico ortopedista responsável pelo serviço no HSR, Narcizo Francisco Flores.

O tratamento dura em média cerca de três meses, consiste primeiro na manipulação para correção da deformidade e depois a cirurgia corretiva. A criança fica usando uma órtese por cerca de um a dois anos, assim mantém a correção e o acompanhamento periódico junto ao médico ortopedista. O médico Narcizo Francisco explica ainda que a família do paciente precisa ter paciência para não desistir do tratamento “é longo e exige muita interação entre médico, paciente e família. Quando seguido de forma correta e assídua, geralmente temos excelentes resultados”.

Deformidade

De acordo com o Guia de Orientação da Associação Primeiro passo, a incidência da doença é três vezes maior em bebês do sexo masculino. Se em crianças caucasianas, a incidência é de um para cada mil bebês, em japoneses a frequência da deformidade cai pela metade, enquanto na raça negra é três vezes maior.

Existem diversos tipos de pés tortos congênitos, com distintos graus de deformidade e diferentes mecanismos de correção e cura. A orientação médica é de que durante o pré-natal, a imperfeição pode ser identificada através da ultrassonografia, desde que o feto exiba devidamente os pés. Portanto, os resultados serão mais eficazes quando o tratamento tem um início mais cedo possível, preferencialmente logo após o nascimento do bebê.

Fonte: Agência Miséria

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