Jornada Diocesana: Jovens em missão para evangelizar

Sempre em grupos, nunca sozinhos. Assim foi realizada mais uma edição da Jornada Diocesana da Juventude – JDJ 2019 – neste domingo (26/05). O destino foi a Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Farias Brito, onde aconteceram visitas às famílias, mementos de oração e de catequese, tudo sob a condução dos próprios jovens, inspirados pelo tema: “Eis, aqui, a serva do Senhor! Faça-se, em mim, segundo a Tua Palavra”, passagem retirada do Evangelho de São Lucas e tema da Jornada Mundial da Juventude. Segundo a organização, seiscentos e vinte e cinco (625) jovens participaram.

De acordo com o padre José Ricardo Barros, assessor espiritual do Setor Juventude e pároco do distrito Ponta da Serra (Crato), a Jornada é um momento para que os jovens possam se unir, enquanto igreja local e, assim, refletirem os temas propostos pelo Papa Francisco. “Saímos daqui com um compromisso: ler a Exortação Apostólica Pós-Sinodal ‘Cristo Vive’ nas nossas paróquias, nas nossas comunidades e nos nossos grupos. Esse documento inclui todas as resoluções tomadas depois de ouvir a juventude”, disse ele.

Amar e guardar a Palavra de Deus

A Jornada Diocesana da Juventude (JDJ) foi encerrada com missa, na Igreja Nossa Senhora de Fátima, presidida pelo bispo diocesano, dom Gilberto Pastana, concelebrada pelo pároco, padre Francisco de Paulo, além dos padres José Ricardo, José Fabiano (vigário da Forania IV e pároco de Quitaiús), Joaquim Ivo (Crato) e Sebastião Monteiro (Comunidade Filhos Amados do Céu).

“Deus mora no coração dos jovens”. Assim Dom Gilberto iniciou a sua homilia. Depois, exortou que guardar a Palavra não é coloca-la numa biblioteca ou num armário. É ler, é rezar, é meditar e fazer com que essa Palavra se torne vivência. Esse – de acordo com o bispo – é o primeiro ensinamento trazido pelo Evangelho do dia (João 14, 23-29).

O Segundo ensinamento – orientou – está na certeza de que “o Espírito Santo ilumina e recorda como guardar a Palavra de Deus”. Por isso os jovens devem, sempre, invocar “essa luz e esse dom, para que Ele seja sempre o motivador das nossas ações”. O terceiro e último ensinamento é que “a paz, prometida no Evangelho, é a paz da harmonia e que contagia a nossa vida”.

Dom Gilberto também ressaltou o primeiro capítulo do Documento sobre os Jovens, aprovado no último Sínodo, para lembrar os exemplos de jovens, presentes na Bíblia, que viveram, com fidelidade, o Espírito de Deus em suas vidas: “José, vendido como escravo para o Egito; Gedeão, que não costumava duvidar da realidade da sua época; Samuel, que tinha como referência Eli, que o ajudou a descobrir a vontade de Deus; Rei Davi, que enfrenta Golias. Ruth e tantos outros exemplos. Já no Novo Testamento: o Filho pródigo que cai em si e percebe que, sem Deus, ele não é nada. O próprio Jesus, eternamente jovem”, disse.

Ao fim da homilia, exortando, mais uma vez: “Então, jovens, saiam daqui com esse desejo de manifestar o amor de Deus que nos faz renascer, que nos faz deixar tudo. Comuniquem isso, não apenas com palavras, mas com a vida, com a presença, sejam evangelizadores nas suas paróquias. Quando as dúvidas e as dificuldades se abateram sobre vocês, lembrem-se do dia de hoje. Coragem, força e fé na vida!”.

Testemunhos

A estudante Maria Eduarda Dantas, 14 anos, da Paróquia de Ponta da Serra, distrito de Crato, considerou que a jornada é “um momento para experiências novas, para conhecer pessoas e histórias”. “Tudo, na verdade, é muito especial, principalmente a acolhida das famílias”.

O mesmo é partilhado pela estudante Janiele Oliveira, 20 anos, da Paróquia de Ponta da Serra. “Serve para fortalecer o nosso coração, para que a gente continua perseverando na Igreja”.

Para Mateus Brasil, 17 anos, a jornada é a “empoderação dos jovens, principalmente, na atual conjuntura em que vive o Brasil”. “Evangelizar e transformar vidas e corações. Por exemplo, em uma das casas que nós visitamos, morava um senhor muito solitário. E ele nem precisou dizer isso. Dava pra ver nos olhos dele. Mas, quando ele nos viu, ele ficou tão alegre, tão satisfeito. Às vezes, as pessoas precisam só de um apoio pra se reerguerem”, considerou.

Uma história parecida também foi marcante para Jamerson Wesley, 27 anos. “Um jovem evangélico, que tinha tique nervoso e pensava em suicídio, quando a gente entrou na casa dele já sentiu algo forte. E ele começou a chorar e pediu pra gente rezar com ele, independente da religião, e agradeceu muito por isso”.

Fonte: Patrícia Mirelly/Assessoria de Comunicação da Diocese de Crato

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