Madre Vera Lúcia: “A gratidão desbloqueia a abundância da vida”

Madre Vera Lúcia Alves de Andrade é a superiora-geral das Irmãs Filhas de Santa Teresa de Jesus, congregação criada pelo primeiro bispo de Crato, Dom Quintino Rodrigues, e Me. Ana Couto, em 1923. Neste sábado, dia 7 de setembro, ao celebrar sessenta anos de existência, sob o olhar dos fundadores, a religiosa eleva a Deus um hino esponsal e de ação de graças, exortando a quantos puder alcançar: “A gratidão desbloqueia a abundância da vida”. Gratidão, neste sentido, é o que dá sentido ao passado, trazendo paz para o hoje e permitindo criar uma visão do amanhã. Além disso, o segredo da existência reside não só em viver, mas saber para quem se vive. E vai além: “O que somos deve ser buscado nas profundezas do ser, não no reflexo exterior das obras”.

Nascida na zona rural de Campo Maior – PI, essa religiosa, de alma teresiana, despensa o título de “Madre”, como convém na hierarquia dos conventos, preferindo ser chamada apenas de “Irmã”, como as demais. Criada em ambiente católico, seu pai, de semblante sério, era lavrador; e às vezes, dado às gaiatices, era contador de histórias e tocador de viola. A mãe, forte no espírito e na fé, tinha igual comunicação e perspicácia. Madre Vera é a 4ª, dos sete filhos do casal.

As primeiras centelhas da Vida Religiosa foram acesas quando menina-moça, ao ser convidada para um encontro de jovens com Cristo. A partir daquela experiência, entrou para o grupo e passou a frequentar a catequese da Crisma. A freira responsável por sua formação foi também uma luminosa mediação de Deus. A Madre logo se ofereceu para ser também catequista, dando os primeiros passos na caminhada vocacional. E ao concluir o Ensino Médio, ingressou na Congregação. As Filhas de Santa Teresa ainda mantêm a Casa de Missão em Campo Maior, e a freira que ajudou nesse processo de discernimento é hoje sua “co-irmã”; reside no Abrigo Jesus Maria José, em Crato, com mais de 90 anos, ainda lúcida.

Aos vinte anos, Madre Vera foi, então, morar em Fortaleza, onde viveu as etapas formativas. Dois anos depois, professou os primeiros votos, retornando ao Piauí, mas para a cidade de Floriano. De volta às terras cearenses, agora em Crato, prestou vestibular para a Faculdade de Filosofia, hoje Universidade Regional do Cariri (Urca). Concluído o curso de Pedagogia, passou alguns anos no Orfanato Jesus Maria José, em Juazeiro.

E dos votos perpétuos, aos 27 anos, até aqui, sua missão pode ser dividida em três fases: na formação das jovens noviças, com passagem pela administração de algumas escolas e na liderança da Congregação. Nessa última, no entanto, o desafio é ainda maior: ser guardiã de um tesouro divino e humano.

Agora, celebrando sessenta anos, trinta e três deles dedicados à Vida Religiosa, Madre Vera continua a escutar o Espírito Santo na fé, preparando-se para recontar a história (quase centenária) da Congregação, sempre com os olhos fixos em Jesus Cristo, escutando a palavra de Maria, a mãe da Igreja, e de Santa Teresa de Jesus, referência espiritual e apostólica. “Um brinde à vida, com jubilosa alegria”, disse, durante a Missa em Ação de Graças ao seu jubileu, rezada na Capela Santa Teresa, na Casa-Mãe (sede da Congregação), em Crato, na última sexta, dia 6 de setembro.

Fonte: Patrícia Mirelly/Assessoria de Comunicação da Diocese de Crato

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