Mecânico que matou mulher a facadas em Crato foi condenado a quase 22 anos de prisão

O mecânico Francisco Zilmário Figueiredo da Silva, de 48 anos, sentou no banco dos réus por conta de Ação Penal de Competência do Júri por crime de feminicídio praticado no último dia 16 de setembro no bairro São Miguel em Crato. Na noite daquele dia matou a golpes de faca sua ex-companheira a professora Cidcleide Bezerra Campos, de 41 anos, no interior da casa dela na Rua Joaquim Custódio e, depois, tentou o suicídio com a mesma arma branca.

Ao final e por maioria dos votos o Conselho de Sentença condenou ”Mário Mecânico”, como é conhecido, a uma pena de 21 anos e dez meses em regime inicialmente fechado. A sessão do júri começou às 9 horas da manhã no Fórum de Crato e terminou por volta das 20 horas após mais de dez horas de debates. Na época do crime, o casal estava separado há algum tempo já que o relacionamento era conflituoso e Mário vinha tentando reatar o relacionamento.

Após matar sua ex-mulher, ele se auto-esfaqueou no pescoço e ficou internado algumas semanas no Hospital São Camilo com a escolta de policiais militares. Durante a maior parte do tempo em que era julgado, Mário se manteve cabisbaixo e até chegou a se emocionar indo aos prantos. A movimentação do lado de fora do prédio foi intensa quando entidades de defesa da mulher no Cariri e familiares de Cidcleide estenderam faixas e fixaram cartazes clamando por justiça.

Duas ex-companheiras do mecânico pugnaram em favor dele a exemplo do seu advogado Emanoel Jorge que procurou desqualificar o assassinato e chamando a atenção para o fato de Mário ser réu confesso. Em nome do Ministério Público, o promotor José de Deus pediu pena máxima considerando um crime de feminicídio triplamente qualificado. Já o assistente de acusação, advogado Aníbal Azevedo, pontuou como agravante o fato do crime ter ocorrido na frente do filho menor do casal.

Fonte: Demontier Tenório/Agência Miséria

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