Missa na Capela Santa Teresa de Jesus recorda centenário de Madre Feitosa

Madre Feitosa completaria cem anos neste mês de setembro, data que justifica plenamente homenagens de gratidão a uma das religiosas mais queridas ao coração do povo cratense. Mesmo quem não a conheceu pessoalmente (ela faleceu em dezembro de 2019, aos 98 anos) deve ter ouvido falar em seu nome ligado principalmente à educação católica e ações sociais voltadas aos pobres.

Como parte da programação alusiva ao centenário de seu nascimento, uma missa foi rezada no meio da manhã desta sexta-feira, dia 3, no altar da capela dedicada a Santa Teresa de Jesus, famosa pelo conjunto arquitetônico religioso, e onde Madre Feitosa consagrou a vida a Deus, por meio dos votos de castidade, pobreza e obediência.

“Neste nossa celebração, nós estamos rendendo graças pelo dom da vida de uma caríssima filha de Deus. É uma data memorável. Quem conviveu com ela mais tempo, certamente recorda de tantas vezes em que ela esteve presente nessa capela, para, no silêncio, entrar na intimidade do seu Amado Jesus, Nosso Senhor. Em sua boca, havia sempre conselhos verdadeiramente úteis. Quantas gente bebeu desses ensinamentos, quanta gente cresceu sob o seu olhar, a sua orientação, instruídos pela retidão de seu caráter e empenho”, disse Padre José Vicente, que presidiu a Santa Missa, concelebrada pelo reitor do Seminário São José, Padre Acúrcio Barros, e o pároco de Ponta da Serra, distrito de Crato, Padre José Ricardo Barros, restrita a alguns familiares, religiosas e diretoras dos colégios como medida de segurança contra a Covid-19.

As comemorações alusivas seguem até o próximo dia 13, data magna do centenário da religiosa. Na manhã deste sábado (4), na Praça Siqueira Campos, no centro do Crato, aconteceu o lançamento da revista Itaytera, editada pelo Instituto Cultural do Cariri.

Trajetória

Em 13 de setembro de 1921, nascida em Tauá, Maria Carmelina Feitosa. A chegada ao Crato aconteceria 14 anos depois, para cursar o então ensino secundário e o curso normal no Colégio Santa Teresa de Jesus. Na congregação de mesmo nome, consagrou a vida a Deus, por meio da prática dos conselhos evangélicos (castidade, pobreza e obediência) e também a prática do magistério.

Formada em Pedagogia, na antiga Faculdade de Filosofia do Crato, foi diretora do Colégio Santa Teresa, secretária geral da Congregação e eleita vice-superiora geral em três mandatos consecutivos.

Em 1969, a convite de Dom Vicente Matos, terceiro bispo diocesano, fundou o Colégio Pequeno Príncipe. Os anos dedicados à Educação, rendeu-lhe inúmeras honrarias, dentre elas a medalha “Reitor Antônio Martins Filho”, em 2007, e o título “Doutor Honoris Causa”, em 2014. Ambos concedidos pela Universidade Regional do Cariri – Urca.

Dois dias após o natal de 2019, partiu para a morada celeste. Está sepultada na Casa de Caridade, no centro do Crato, criada pelo Padre Ibiapina, no século XIX, onde vivia e da qual também foi coordenadora.

Fonte: Diocese de Crato

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