Morre em Juazeiro Odilon Morais prestes a completar 107 anos de idade

O empresário e agropecuarista Odilon Bezerra de Morais morreu por volta das 9 horas desta quinta-feira em sua residência no bairro Novo Juazeiro. Na próxima segunda-feira ele completaria 107 anos de idade, pois nasceu no dia 15 de abril de 1912 em Caririaçu. Na época, a cidade tinha apenas 36 anos de emancipação política e “Seu Odilon” – como era conhecido – se constituía na pessoa de idade mais elevada nascida na terra de São Pedro, onde o seu filho e médico, José Hildo Morais, foi prefeito.

O corpo está sendo velado na Sala da Saudade do centro Anjo da Guarda. Uma missa será celebrada às 8 horas desta sexta sexta-feira (12) e, logo após, será o sepultamento no cemitério Parque das Flores.

Quando nasceu, sua terra natal ainda era denominada São Pedro do Cariri. Era filho do maior chefe político da cidade por mais de 40 anos no caso Carlos José de Morais e de Miguelina Bezerra de Morais. Seu Odilon casou com Junilha Fernandes Morais com quem teve os filhos: José Hélio, Carlos, José Herman, José Hildon, José Edson, José Eudes, José Everardo, José Evânio, Odinília (falecida ainda criança), Maria Hilnah, Maria Heliane e Odinilia.

Bem antes, e ainda jovem, morou no Rio de Janeiro e remava pelo Clube Internacional, hoje conhecido como Marina da Glória. Quando funcionário das Lojas Pernambucanas criou uma maquina de enrolar tecidos, a qual, posteriormente fundida na Alemanha, trouxe grandes resultados. Em Juazeiro, ele e o empresário José Nery Rocha foram os primeiros a possuírem motos de 1200 cilindradas, além de um Jeep que eram veículos raros e de difícil aquisição.

Ele tinha se estabelecido em Juazeiro no ano de l951 juntamente com o seu irmão Alberto Bezerra de Morais, montando a primeira Serraria, situada onde hoje é a Rua Delmiro Gouveia. Com a separação da sociedade, Alberto foi para o Comércio Varejista fundando o Armazém São Pedro e Odilon manteve a Serraria São Sebastião, além de adquirir a Cerâmica São José se estabelecendo numa de suas propriedade onde já tinha grande vacaria na Avenida Doutor Floro no antigo bairro das Malvas.

Naquela época, suas vacas já se destacavam na Exposição de Crato e recebia prêmios pela quantidade de leite em uma só ordenha, assim como seus reprodutores. No ano de 1971, Odilon decidiu retornar ao Rio de Janeiro, onde quatro dos seus filhos faziam cursos superiores e trabalhavam. Ao sair de Juazeiro, vendeu a Serraria ao filho Carlos Morais, arrendou a Cerâmica a outro filho, José Herman e a Vacaria ficou sob a administração do filho José Hélio de Morais.

Entretanto, ficou apenas oito meses no Rio quando regressou a Juazeiro, passando a morar na esquina da Avenida Doutor Floro com a Rua São Paulo e, ultimamente, estava residindo no bairro Novo Juazeiro. Até pouco tempo ainda ia com filhos e amigos pescar no Açude Castanhão, no Rio Araguaia no Pará e no Rio Tocantins, sendo considerado o melhor pescador. Ele viveu os últimos anos cercado do carinho da família e dos amigos.

Fonte: Demontier Tenório/Agência Miséria

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