Municípios do Ceará estão em risco crítico de desabastecimento; veja quais são

Written by on 29 out de 2021

O Ceará tem um cenário hoje mais favorável para manter de forma regular o abastecimento de águas de centros urbanos do Interior do que em relação a 2020. Apenas duas cidades vivenciam um quadro de criticidade: Monsenhor Tabosa e Pedra Branca. Outras nove devem manter as fontes atuais até o início da próxima quadra chuvosa: Acarape, Alto Santo, Aquiraz, Araripe, Campos Sales, Guaiuba, Icó, Mombaça e Tauá.

Há um ano, a relação de cidades em risco crítico de desabastecimento eram sete e incluía também, além das duas que permanecem nesta situação, Itatira, Jaguaruana, Russas, Pacoti e Salitre, além de Monsenhor Tabosa e Pedra branca. Os dados são do Grupo de Contingência da Seca do Governo do Estado.

Em Pedra Branca, no Sertão Central, o abastecimento é mantido com o reforço de distribuição do velho carro-pipa para unidades de abastecimento (chafarizes), onde a população recolhe água em baldes e latas.
No atual ciclo de seca que começou em 2012, Pedra Branca é uma das cidades que enfrenta um dos piores quadros de desabastecimento, ao lado de Monsenhor Tabosa. Nessas duas cidades, os açudes secaram e somente poços e caminhão pipa são alternativas para fazer a água chegar aos moradores.

A retirada de água de poços profundos a mais de 500 metros na Chapada do Araripe reforça o abastecimento de três cidades: Araripe, Campos Sales e Salitre, que também têm histórico de escassez de água no sistema de distribuição.

“Depois da operacionalização do poço PP5 melhorou muito e em Campos Sales o açude tem reserva até fevereiro do próximo ano”, pontuou o diretor de Operações para o Interior da Cagece, Hélder Cortez.

AVALIAÇÃO DO QUADRO HÍDRICO
A cada quinze dias, o Grupo de Contingência da Seca se reúne para avaliar a situação hídrica, as fontes de abastecimento (poços e açudes) de cada cidade a partir de informações enviadas pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) e Serviços Autônomos de Água e Esgoto (SAAE).

Hélder Cortez explicou que “se buscam alternativas, perfuração de mais poços profundos e instalação de adutoras de montagem rápida e distribuição por meio e caminhão pipa para evitar colapso no abastecimento”.

Hélder Cortez prefere não falar sobre cidades que dependeriam da próxima quadra chuvosa (fevereiro a maio) – em 2022. “Temos um inverno pela frente, um sistema de La Niña que é favorável, então vamos aguardar como serão as chuvas no próximo ano porque o cenário futuro pode ser outro totalmente diferente do atual”.

Fonte: Diário do Nordeste


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