Sintomas da “Coronafobia” podem ser confundidos com infecções por Covid-19, alerta psicóloga

Com mais de 328 mil mortos por Covid-19, o Brasil é o segundo no ranking de óbitos a nível mundial. A cada dia novos boletins com o número de vidas ceifadas é atualizado pelo Ministério da Saúde.

Apenas no dia 02 do mês de abril, mais de 3 mil pessoas perderam a batalha para o Sars-CoV-2. De números a nomes, entre os mortos, nomes cada vez mais conhecidos se tornam alvo de notícia, promovendo sensibilização nacional.

Estresse, tristeza, angústia, além do medo constante do adoecimento, passaram a fazer parte da rotina dos brasileiros. Entretanto, para algumas pessoas, sentimentos comuns a natureza humana, quando não tratados, tendem a evoluir para sérias doenças psicológicas, como depressão e ansiedade, necessitando assim de tratamento adequado. Ademais, o medo excessivo de contrair Covid-19, tem colaborado para o surgimento de um novo transtorno mental, denominado pelos especialistas de “Coronafobia”.

As manifestações da doença, podem atingir o campo físico, emocional e comportamental do homem. Sobre as manifestações da “Coronafobia”, a psicóloga do Sistema Hapvida, Débora Silva, relata, “na esfera emocional, o medo de perder parentes, amigos é constante. No campo físico, faz até mesmo com que o corpo gere sintomas que podem ser confundidos com uma infecção real, tais como febre, taquicardia e falta de ar. Com relação às mudanças no comportamento em sociedade, indivíduos com a doença tendem a aderir condutas de evitação, culminando no afastamento social. Medo de sair de casa, uso abusivo e desnecessário de álcool gel, consultas médicas sem necessidade. Em sociedade a sensação de ter se contaminado na rua, ao falar com alguém ou tocar alguma superfície contaminada é constante”.

Para a especialista, é fundamental que os portadores da fobia, possam buscar ajuda capacitada. Seja de um psicólogo ou psiquiatra. Destaca também, que os tempos atuais, não tem sido fáceis, sendo marcados por constantes transformações em sociedade, alimentando incertezas. Diante de tudo, a boa notícia é que, detectando desde cedo os sinais da “Coronafobia”, os pacientes poderão aprender a lidar com o medo da Covid-19, reconquistando qualidade de vida, mediante encorajamento, sem deixar a proteção contra o vírus de lado.

Fonte: Assessoria Commnonike

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