Solenidade de Nossa Senhora da Penha: Como Maria, peregrinar anunciando Jesus

Presidida por dom Gilberto Pastana, sendo concelebrada por dom Edimilson Neves Ferreira, bispo da diocese de Tianguá, e vários sacerdotes, a Solenidade de Nossa Senhora da Penha, na Sé Catedral, realizada na manhã deste domingo, dia primeiro de setembro, mostrou o júbilo vivenciado pela diocese de Crato por estar celebrando o dia da padroeira.

A Igreja estava ornada de devotos, que vieram de várias cidades, e de detalhes com uma delicadeza majestosa, enaltecendo a “Imperatriz Constante”. “Para nós é uma imensa gratidão e amor puder contribuir para realização desta celebração, no serviço a Igreja de Cristo”, expressou Eliziane Siebra, membro da organização.

No altar estava a imagem da Mãe com o Menino Jesus no colo, tendo uma coroa na cabeça, estrelas no manto representando sua glória. Em volta flores, simbolizando a vegetação de Penha de França, da província de Salamanca, onde ela foi encontrada.

A assembleia com os louvores, as respostas à liturgia e o silêncio, nos momentos próprios, fez com que a celebração se tornasse ainda mais orante. O cântico do hino da Penha, entoado com emoção ao fim da solenidade, demonstrava no olhar de cada fiel o agradecimento pela intercessão da Virgem que ensina seus filhos a peregrinarem anunciando o evangelho de Jesus Cristo, conforme a temática da festa deste ano.

É importante lembrar que, em conformidade com o Diretório Litúrgico da Igreja, todas as paróquias da cidade de Crato celebram, neste domingo, a Solenidade de Nossa Senhora da Penha.

No altar estava a imagem da Mãe com o Menino Jesus no colo, tendo uma coroa na cabeça, estrelas no manto representando sua glória. Em volta flores, simbolizando a vegetação de Penha de França, da província de Salamanca, onde ela foi encontrada.

A assembleia com os louvores, as respostas à liturgia e o silêncio, nos momentos próprios, fez com que a celebração se tornasse ainda mais orante. O cântico do hino da Penha, entoado com emoção ao fim da solenidade, demonstrava no olhar de cada fiel o agradecimento pela intercessão da Virgem que ensina seus filhos a peregrinarem anunciando o evangelho de Jesus Cristo, conforme a temática da festa deste ano.

É importante lembrar que, em conformidade com o Diretório Litúrgico da Igreja, todas as paróquias da cidade de Crato celebram, neste domingo, a Solenidade de Nossa Senhora da Penha.

A vista de Maria a Izabel

A primeira parte foi a visita de Maria a Izabel, sua prima. De acordo com o relato do evangelho Maria fez isso apressadamente, levando, no ventre, o filho de Deus. “Ao levar Jesus a Izabel, Maria o oferece a todos que encontrava na caminhada. Ela não leva a si mesmo, mas leva o Filho de Deus e, levando o Filho de Deus, leva consigo o Espirito Santo”, explicou.

O bispo destacou uma característica importante para a vida cristã presente em Maria: a humildade. “Ela não faz para aparecer, faz com humildade e simplicidade para cumprir a vontade do Pai. Ela é por excelência a peregrina do evangelho porque carrega o evangelho consigo, o Salvador, o Senhor e é isso que faz com que peregrine, saia de Nazaré para ir a Judéia, para casa de sua prima”, continuou.

O discurso de Izabel

A segunda parte esteve baseada no discurso de Izabel que, ao receber a visita de Maria, exultou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio. Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!”. (Lc 1, 42-46)

De acordo com o bispo, este foi um discurso inspirado pelo próprio Espírito de Deus. “Izabel acolhe a Mãe do Salvador e acolhe aquele que ela carrega consigo”, disse.

Dom Gilberto ainda revelou que o encontro entre as duas foi tão edificante que não só as duas mães se encontraram, mas também as duas crianças: o Precursor (João Batista) e o Messias (Jesus Cristo), o último dos profetas e o profeta.

E continuou: “Como é bom também sermos nós peregrinos do Senhor, o portarmos conosco não só nestes momentos de liturgia, mas em toda nossa vida. Devemos ser portadores do Senhor, termos consciência de que Ele está conosco, verbalizar através de nossas ações e atitudes”.

Nesta parte, o bispo também ressaltou a importância da valorização das pessoas e o respeito que se deve ter pela história de cada ser humano.

O Cântico de Maria

O Magnificat foi a terceira parte. Segundo dom Pastana, através do conhecido cântico do Magnificat Maria deu uma resposta a Izabel e aos acontecimentos da sociedade, que deve ser atualizada no tempo e na história, inclusive, nos dias atuais. “Maria canta esse cântico com coisas que aconteceram no passado porque o que Deus fez no passado é o que Ele quer fazer voltar. Ele quer que esse passado se atualize”, pontuou.

Conscientizando que cada cristão é responsável por esta atualização, o bispo disse que cada cristão deve praticar a justiça e a misericórdia de Deus. “Deus inverte a relação da vida humana para relação pela ordem de Deus, que é a ordem que Maria proclama no Magnificat”, garantiu.

Retorno de Maria para casa

Após permanecer três meses com Izabel, Maria retorna para casa. Assim é concluído o evangelho do dia. “Foram três meses de evangelização, de partilha fraterna, de revelação do reino”, destacou o bispo.

Aproveitando a oportunidade, dom Gilberto também relacionou sua reflexão com o tema da festa, afirmando que a “Virgem da Penha é a Mãe dos peregrinos do evangelho”. “Devemos refletir sobre o caminhar da nossa vida e a existência. Deus quer que caminhemos para Ele. Temos essa possibilidade de confirmar esse desejo de Deus a medida que confirmamos essa atuação para fraternidade com Ele, o testemunho dos Seus valores”, assegurou.

Concluindo, dom Gilberto disse que, como Izabel, todos devem acolher Maria e seu Filho Jesus em suas vidas.

Fonte: Patrícia Silva/Jornalista da Diocese de Crato

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